Welcome!

Olá! Sejam todos bem-vindos ao meu espaço literário. Aqui você encontrará a maior parte de minhas obras.
Fiquem à vontade, para ler, comentar, divulgar, etc.
Um forte abraço!

"Poesias d'alma e do coração, que só pela alma e pelo coração devem ser julgadas." (Gonçalves de Magalhães)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Poema Esquecido

Hoje estou no mesmo lugar, onde um dia te escrevi um poema. E também estou escrevendo um poema no exato lugar. Como tudo mudou.
Estou escutando a mesma música daquele dia, mas ela neste tal dia me fazia sorrir me dava prazer em estar com você do teu lado, fazia eu ficar longo tempo olhando para o nada e pensando se você também estaria fazendo o mesmo. Me fazia acreditar que você me amava. E hoje esta música me faz chorar pela reversão destes sentimentos, me faz lembrar de você de outra forma, de uma arte obscura, melancólica, não mais daquela arte que brilhava junto ao Sol com seu sorriso
Naquele dia era frio, me lembro então de você comigo me esquentando e prometendo jamais deixar esse amor esfriar. E hoje é um dia quente, que simplesmente apagou o "dia frio".
Mas ainda me lembram tristemente as flores teu perfume, o céu azul teu sorriso, o vento nas árvores teu abraço.
Teu cheiro ainda é empurrado ao vento vespertino, porém vai com ele nossas lembranças esquecidas.
A paisagem que me inspirava, o "horizonte de meu amor", a visão e a paixão que me levava à você escrever, hoje é coberta por arbustos secos e mortos.
A tarde vai caindo, me trazendo o frio, que outrora tu me esquentavas...
Hoje o poema está longe, alcançando outros olhares, novos corações, talvez até seja ele o motivo de outro casal se amar, com o amor tirado de nós.
Esse lugar agora é apenas lembrança e saudade, do que me fazia te amar, embora tudo isso não me deixa te esquecer... Porque tudo me lembra, você.

Daniel Martins


sábado, 24 de dezembro de 2011

Brisa Noturna



E os ventos que secam minhas lágrimas...
Enxugando em si o pranto
O frio que torna minha dor mais ardente
Congela o amor do coração
Possesso pelo ódio resistente
Onde todas as lembranças se tornam tortura
Trazidas pelo vento
E em teus lábios desalentos
Procuro minha cura
Ouço um sussuro do consciente
Desejando os teus lábios que curam as dores
Do teu sangue que corre sobre as cores da solidão
Contemplo as fortes lembranças do coração
No silêncio que vem a calar os ventos que tocam
Enfurecidamente os monstes
E que toca minha vida sem desejos e dor
Que toca teus cabelos, sentindo o suspiro
Que o leva em teus beijos, com trágico amor.

Daniel Martins e Mari Schatten

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Quadro, "Solidão a Dois"

Solidão a Dois, arte moderna.

Porque te amo repartida


Ainda sinto o toque
De sua mão
Quando falo às flores
Ainda beijo teus lábios
Ao fechar meus olhos
Ainda sinto teu perfume,
Quando estou só.

Meus insensatos sentimentos
Ao te ver
Que te quero
Minha loucura não satisfaz
A dor de minhas palavras a outro ditas

Desculpa se te quero
Desculpa se és minha vida
Desculpa se te amo...
Porque te amo repartida.

Daniel Martins

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ainda te Espero

Algum dia fui teu prazer
Hoje sou aquilo que te fere
Algo que simplesmente te faz chorar
Por uma inexistente felicidade
Que insistes em sonhar


Sempre te vejo além das colinas

Nas quais um dia te amei
E hoje reflito o tempo perdido
Que nelas te esperei


Só restaram saudades

Daquilo que não aconteceu
E que hoje leve no tempo se esqueceu


Ame tudo que amar

Viva tudo que viver
Pense tudo que pensar
Pois eu sempre estarei aqui...
"Só, a te esperar...

Daniel Martins

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Árvore que Chora



O ar aqui é pesado
Mas ainda posso te ouvir...
Por dentro os sons de quem implora
A espera do socorro
Diante da árvore que chora.

Os cantos chorados
Entoados à árvore sombria
De misterios ocultos
Sentado a apreciar
Ao lado da vida que ama
Sob a árvore que chora.

Funéreos beijos se fazem
Ao serem neste lugar
A minha vida na tua,
A minha dor ao te amar.

As sombras que à envolvem
Um dia ja voaram
As lágrimas que caem
Um dia já choraram
E hoje chora por alguém
Que nunca a amou.

Entrelaçada no céu
Balança sem poder sorrir
Presa na escuridão do bosque
Sem poder partir.

Presa ao desespero de jamais viver
Somente chora
Triste a solidão que a retêm
A amo sem ter hora
Vivo e amo o amor escondido
Em baixo das lágrimas...
Da Árvore que Chora.

Daniel Martins e Cátia Corrêa

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tu foste...


Tu foste a melodia
entoada ao silêncio.
A lua a iluminar a noite.
Foste o Sol abrindo caminho
Após um dia chuvoso.

Foste tudo entre nós
guardado em lembranças
nas quais criadas
para jamais nos afastarmos.

Daniel Martins

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fagundes Varela (1841 - 1875)


Luís Nicolau Fagundes Varela, nasce no Rio de Janeiro, na cidade de Rio Claro.
Em 1861, publicou seu primeiro livro de poesia, Noturna. No ano de 1859, Fagundes Varela viaja para São Paulo e em 1862 matricula-se na faculdade de Direito, curso no qual não houve conclusão de sua parte, pelo fato de ser apaixonado pela Literatura, dissipou-se então na boemia e era fortemente influenciado pelo "byronismo" dos estudantes paulistanos.
Considerada uma das mais belas obras do autor, o poema Cântico do Calvário, foi escrito sobre a inspiração da morte precoce de seu filho, Emiliano, aos três anos de idade. Apartir de então, entrega-se definitivamente ao alcoolismo. Em contrapartida, cresce sua inspiração criadora.
Publica em 1864, Vozes da América e posteriormente em 1865, sua obra-prima, Cantos e Fantasias. No ano de 1866, viaja para Recife, onde lhe é informado a morte de sua esposa. No ano seguinte retorna para São Paulo e matricula-se novamente no 4º ano do curso de Direito, mas novamente abandona-o e recolhe-se à casa paterna, em Rio Claro. Permanece então até 1870 em Rio Claro, escrevendo entre as noites boemias, e vagando indefinidamente pela vida.
Casou-se com sua prima Maria Belisária, com quem teve uma família, na qual perdeu um filho também prematuramente. Em 1870 estabelece-se ocasionalmente na casa de famíliares, em Niterói, e mesmo assim continuava com sua vida boemia. Fagundes Varela fechou seu palitó de madeira em marfim no dia 17 de fevereiro de 1875, a causa de sua morte foi uma afecção cerebral chamada apoplexia, morreu aos 34 anos, ja em estado de completo desequilíbrio mental.
Fagundes Varela, mostra em uma de suas primeira obras (Arquétipo), que possuia uma grande abilidade de versar. Além da angústia predominante em sua poesia, é possível notar que há uma forte apelação mística e religiosa. A influência amorosa e até mesmo os temas sociais e patrióticos enquadram-se na totalidade de sua extensa obra.
Varela é o patronomo da Cadeira nº11 da "Academia Brasileira de Letras", por escolha do fundador Lúcio de Medonça.

Eis aí suas Obras:
Noturnas (1861); Vozes da América (1864); Cantos e fantasias (1865); Cantos meridionais e os Cantos do ermo e da cidade (1869). Deixou inédito o Anchieta ou Evangelho na selva (1875), O diário de Lázaro (1880) e outras poesias. Cantos religiosos (1878). As Poesias completas, organizada por Frederico José da Silva Ramos, foram lançadas em 1956.

Fonte Informativa: http://www.spectrumgothic.com.br

E para encerrar fica aí uma grande e magnífica obra de Fagundes Varela:


TRISTEZA

Eu amo a noite com seu manto escuro
De tristes goivos coroada a fronte
Amo a neblina que pairando ondeia
Sobre o fastígio de elevado monte.

Amo nas plantas, que na tumba crescem,
De errante brisa o funeral cicio:
Porque minh'alma, como a sombra, é triste,
Porque meu seio é de ilusões vazio.

Amo a desoras sob um céu de chumbo,
No cemitério de sombria serra,
O fogo-fátuo que a tremer doideja
Das sepulturas na revolta terra.
Amo ao silêncio do ervaçal partido
De ave noturna o funerário pio,
Porque minh'alma, como a noite, é triste,
Porque meu seio é de ilusões vazio.

Amo do templo, nas soberbas naves,
De tristes salmos o troar profundo;
Amo a torrente que na rocha espuma
E vai do abismo repousar no fundo.

Amo a tormenta, o perpassar dos ventos,
A voz da morte no fatal parcel,
Porque minh'alma só traduz tristeza,
Porque meu seio se abrevou de fel.

Amo o corisco que deixando a nuvem
O cedro parte da montanha, erguido,
Amo do sino, que por morto soa,
O triste dobre na amplidão perdido.

Amo na vida de miséria e lodo,
Das desventuras o maldito seio,
Porque minh'alma se manchou de escárnios,
Porque meu seio se cobriu de gelo.

Amo o furor do vendaval que ruge,
Das asas negras sacudindo o estrago;
Amo as metralhas, o bulcão de fumo,
De corvo as tribos em sangrento lago.

Amo do nauta o doloroso grito
Em frágil prancha sobre mar de horrores,
Porque meu seio se tornou de pedra,
Porque minha'alma descorou de dores.

O céu de anil, a viração fagueira,
O lago azul que os passarinhos beijam,
A pobre choça do pastor no vale,
Chorosas flores que ao sertão vicejam,

A paz, o amor, a quietação e o riso
A meus olhares não têm mais encanto,
Porque minh'alma se despiu de crenças,
E do sarcasmo se embuçou no manto.

Fagundes Varela

Este Inferno de Amar - Almeida Garrett

Este inferno de amar - como eu amo!
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
que é a vida - e que a vida destrói -
como é que se veio a atear,
quando - ai quando se há de apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
a outra vida que dantes vivi,
era um sonho talvez... - foi um sonho-
em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
quem me veio, ai de mim! despertar?

domingo, 4 de dezembro de 2011

Difícil...

Difícil é pedir perdão;
É pensar no erro;
É acordar cedo e admitir que o dia passou em vão.

Difícil é chorar sem sentir dor;
É nunca se apaixonar;
É escutar tal música e não lembrar de alguém;
É conviver diariamente com o amor da sua vida, sem poder tocá-la(o), beija-la(o) e ter certeza que os mesmos jamais acontecerão.

Difícil é sorrir para todos, sendo que chora para si;
É ver o futuro chegando;
É ter que aceitar as coisas;
É ter que engolir uma lágrima para preservar um sorriso;
É agradar a todos.

Difícil é segurar um riso;
É falar a verdade;
É mentir;
É sentir a verdadeira saudade e não chorar.

Difícil é tocar sem escutar;
Escrever sem ler;
É rimar e não se emocionar.

Difícil é retornar à um lugar e não ter lembranças;
É não lembrar do primeiro beijo;
Do primeiro amor;
Do primeiro melhor amigo.

Difícil é viver sem amigos;
Sem felicidade;
Sem história para contar.

Difícil é ver quem um dia você tanto amou, em outros braços,
e pensar que aquelas palavras já foram para você...

Mas, enfim...

Difícil é viver em vão e não errar...
"E não errar TAMBÉM...

Daniel Martins

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Virgin Black




Genre: Doom/Gothic
Na ativa desde 1995, os australianos do Virgin Black vêm fazendo seu nome no cenário mundial com sua mistura de metal gótico com atmosferas obscuras e elementos orquestrados. Em 1995 a banda lança seu primeiro registro a demo auto-intitulado "Virgin Black", que excedeu expectativas, o que era para ser uma promoção local, tornou-se algo grandee fez com que a demo fosse bastante vendida. Após 3 anos sem lançar nada a banda volta com outro EP intitulado "Trance", onde a banda teve uma progressão para o experimental com ângulos clássicos e industriais que se tornou evidentes neste trabalho.
Depois de duas demos o primeiro álbum veio em 2001, "Sombre Romantic", um trabalho obscuro e com algumas experimentações, mas sobretudo melancólico que foi muito aceito como álbum de estréia, valendo contato com as gravadoras Massacre Records na Europa e a The End Records nos EUA. Na seqüência veio “Elegant... and dying" (2003)pela Silent Music/Encore Records, é como o próprio grupo afirma: "Uma jornada elaborada de 75 minutos que poucos irão compreender ou absorver sem um certo tempo e reflexão". Um álbum complexo, com a marca registrada da banda, passagens arrastadas e cadenciadas, momentos melancólicos, melodias delicadas e o insistente clima gótico presente em todo álbum. Após o lançamento de "Elegant... and dying", a banda partiu para uma turnê pelos Estados Unidos, e também participou de um festival na Alemanha, tendo tocado ao lado de bandas de renome como Opetn, Paradise Lost e Tiamat.Em 2007 o grupo lançou o primeiro trabalho de uma trilogia chamada "Réquiem", que terá três álbuns com sonoridades diferentes. O primeiro é o "Réquiem-Mezzo Forte" que traz uma sonoridade diferente de seus trabalhos anteriores. O segundo "Réquiem-Fortíssimo" (2008). E por último "Réquiem Pianíssimo" sem data para sair. A banda tem uma temática cristã em suas letras, mas não exerce um trabalho ministerial.

Atualmente a banda conta com quatro integrantes:

Rowan London — vocais e teclados
Samantha Escabe — guitarras, cello








Graig — baixo e vocal

Luke Faz — bateria


Discografia
  • Virgin Black (1995)
  • Trance (1998)
  • Sombre Romantic (2000)
  • Elegant... and Dying (2003)
  • Requiem - Mezzo Forte (2007)
  • Requiem – Fortissimo (2008)
Fonte: Wikipédia


Um Frio Olhar ?



Um fundo
Onde a luz do sentimento se nega a chegar
Se encontra teu frio olhar
À meu pensamento mudo

Àquela vida ao longe, me amar não podes
Vives o triste, amargo mundo
Tento mergulhar, ao teu olhar frio e profundo
Mas tu de minhas desvendas, não intendas!

Somente fojes...

Trago a lua, que teu olhar apaga
Trago meu romantismo...
Que teu frio olhar o consome na noite amarga
Mas por ele não mais me cismo...

Esvaneça-se em teu mundo funéreo
Se perca iludida...
Em tua pobre insana vida
Em teu repugnante mistério.

Daniel Martins

domingo, 13 de novembro de 2011

Somente Amar


Não me ames com sentimento
Ame com o amor

O coração não ama direito
Ama a insensatez do calor

Não viva por mim
Viva por nós

Te amo com o amor
Que a flor sente
Na chuva após

Se vejo em você minha vida
Não te aches sozinha, perdida
Pois já te achei

Meus sentimentos
Não são palavras ao vento

Te amo...
Mesmo sem demonstrar
Minhas palavras te mostram
Que não sei o quê, nem por que
Eu só sei te amar...

Daniel Martins

domingo, 6 de novembro de 2011

As Lágrimas...



- Às vezes, um choro, alivia o peso, a tristeza, fortalece o coração, para até mesmo passar por isso mais adiante. Faz a pessoa sair de si, ficar isolada em seu eu e refletir sobre tudo.

- Às vezes uma lágrima tira toda uma dor. Ela é responsável pelo tempo, pela saudade, pela inconformação de que acabou e que talvez jamais terá um outro início. Faz refletir o tempo perdido. Mas você dentro de si, não consegue admitir que amou este tempo perdido, pois quando se ama, pode ser apenas um (pode não ser os dois), cada minuto após o fim é lembrado detalhadamente, como se fosse uma lembrança, que, apesar de ser maravilhosa faz doer muito.

- Uma lágrima traz grandes lembranças, simples momentos de volta e até mesmo uma saudade do que nunca aconteceu, simplesmente aconteceu durante nosso suspiro apaixonado, porque sonhava em ficar para sempre com a pessoa amada e então fazer tudo o que planejavam juntos para o futuro, isto então é a "saudade do que nunca aconteceu".

- Talvez uma lágrima, não faça tudo isso que escrevi. Mas tenha certeza que se ela caiu, foi sinal de que valeu a pena cada minuto, cada beijo, cada jura, cada momento e que os mesmos estarão para sempre naquele lugar, naquela rua, onde de costume se encontravam, ou simplesmente gravado no coração em forma de lágrimas.

- Nunca pense que é o fim, só porque acabou o "amor" de quem você amava, isto não foi tempo perdido, pois você saiu em vantagem, ficou mais experiente e saberá como lidar com isso no futuro. E outra, existem os amores verdadeiros ao seu redor, aproveite seus verdadeiros amigos, sua família, seu cachorro, seu gato, destes nunca faltara-lhes o amor e jamais te abandonarão.



Daniel Martins

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Busque Amor novas artes, novo engenho - Luis de Camões

Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.

___________________________

Bom, postei este Soneto do Camões, porque encontrei-o no momento exato da minha vida, no momento em que estas palavras se fazem aos meus sentimentos, é isso.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Teus Mórbidos Acordes


Entonas teu pranto e no meu Réquiem chora
Choras a amarga melodia
Na lamentosa noite que se faz o meu dia
Na ofegante vida, chegaste a hora.

Tuas notas de sofrimentos
Jázem-me ao esquife fúnebre
Onde esvaneço aos lamentos
E me pairo à vida lúgubre.

Teus mórbidos acordes que choram
Em minha pálida face, ambos sombrios namoram
E meus resequidos lábios
Beijam o frio suspiro, que foje aos ressábios.

A sinfonia em prantos...
Violinos que choram, há tantos...
Mas teus mórbidos acordes...
Choram somente...
À morte.

Daniel Martins

sábado, 29 de outubro de 2011

29 de outubro - Dia Nacional do Livro

O Dia Nacional do Livro, é comemorado nesta data, dia 29 de outubro, porque foi neste dia, em 1808, em que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, e então fundada a Biblioteca Nacional.
O Brasil apartir de então, passa a produzir e editar livros, quando D.João VI fundou a Imprensa Régia. É, foi graças à ele que possuimos esse imenso mundo cultural no Brasil...
Então, aproveite esta data espetacular para ler um livro, escrever um texto, uma frase...



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Seu Modo de Viver

Viva sua vida como bem entender, pois ela é sua e de mais ninguém, ou seja, ninguém pode dizer o que deves ou não fazer. E se alguém quiser fazer isto leve como uma simples dica, opinião ou palpite, ambos meros desprezíveis.

A vida é o que melhor temos no mundo, muitos dizem que, o que melhor possuímos no mundo são os amigos, família, felicidade. Enganam-se. Basta um simples e desnecessário raciocínio: tudo o que você possui, gerou-se através de sua vida, dinheiro, sucesso, saúde, etc. Então devemos amá-la, sem máscaras, sem falsidade, ela deve ser seu espelho, para que no momento em que olhares para ela, veja simplesmente você.

Grite, corra, chore, pule, viaje. Aproveite, a vida é sua! O que vale são os seus pensamentos, sua originalidade, os pensamentos e opiniões dos outros para você, é uma simples atração apenas.

Não prenda-se em algo. Escute o estilo de música que quiser, que te faça bem, que sinta-se bem. Leia o que quiser, seja como como quiser, fale o que quiser, a vida é muito curta para nos preocupar-mos com censuras. E não ouça a sociedade. Sociedade para mim é o que sobra de mesmices, de desocupados, que tem como objetivo te criticar. Mas em resumos sem eles não teria graça de viver, não teríamos oportunidade de pensar diferente, de sermos diferentes, é, de sermos nós mesmos.

Tua felicidade não cabe a ninguém escolhe-lá. Pois vale mais você ser feliz, do que infeliz. Ao magoar alguém pela sua felicidade, este alguém ficará um tempo apenas triste. Então, é melhor uma pessoa sofrer um tempo, e certamente esquecer brevemente, do que você ser o resto da vida infeliz com ela.

Seja feliz da sua maneira, alegre ou triste, a tristeza não é o oposto da felicidade, por exemplo, eu, sou um grande admirador da tristeza, da solidão... mas sou o cara mais feliz do mundo, porque eu vivo como eu quero, acredito no que eu quero (sou cristão), amo a Deus, amo minha família, amo meus amigos e agradeço a Deus todos os dias pelo espetáculo da vida.
Então é isso o importante é apenas viver simplesmente da sua maneira. E o que importa é a sua felicidade. Os outros não importa.

Daniel Martins


________________________ __________________________

Obs.: Neste texto expresso apenas minha opinião, ninguém é obrigado a segui-la. E não é por que você tem liberdade, que não irá respeitar mais os pais ou quem está acima de você. Aproveite sua liberdade com saúde. Abraços! E se possível comentem à baixo.

domingo, 23 de outubro de 2011

Ódio


Meu sangue nas veias ferve;
A pulsação aumenta;
Meus pensamentos
São nada além de sangue, morte e vingança.

Minha inutilidade...
Engolir palavras...
Meu ódio se concentra num só foco:
Tua morte.

Teu sangue ainda correrá em minhas mãos
E eu simplismente vou rir
De sua merda de vida se indo...
Saciando meu ódio.


Daniel Martins

domingo, 16 de outubro de 2011

Nascer do Sol


Quando avisto o Sol nascer
Em que as estrelas vão perdendo o brilho,
A lua então entrega-se ao sol
Como a paixão se entrega ao amor

Sinto o amanhecer;
Novo dia, nova página
Próximo capitulo à vir...
E consigo seu mistério,
Bem ou mal...
Sorrizos ou lágrimas

A promessa de neste dia ser feliz
de viver, sorrir e amar..

Vejo o Sol surgindo entre o horizonte
Como aquele sorrizo
Que nasce na mais melancólica emoção
E resurgi então... entre meus lábios
...teu sorrizo

Um "pause" na vida basta...
Para admirar a natureza ao redor...
E matar o insensato desejo
De te ver sorrindo..
Ao ver o Sol nascer...

Daniel Martins

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um Soneto à Saudade

Minhas lágrimas, ao cair
Reconheçem a dor
Não pela noite, sim pelo amor
...que no último adeus, um beijo à partir

Meu pranto
Não se faz em função da vida
Se faz à partida
Para o eterno escuro vago, brando...

Seu sorrizo ao meu; teu amor a extrema sinceridade
Meu coração chora à saudade
Ao relembrar um beijo seu!

Desde o fim, meu rizo não é feliz e se desfaz ao léu...
Escrevo triste este soneto, olhando pro céu...
Na saudade que sinto de olhar as estrelas, ao lado teu...

Daniel Martins

"...pulchrum somnium desiderat..."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

No Cair da Chuva...

Na chuva que cai
Que molha o meu peito,
Leve e solta como vento...
Que te alcance o meu beijo
Mas não chorai

Que ela leve a ti
O meu suspiro, que pelo choro veio
Mas que não parta de mim
Teu doce cheiro

Que te alcance em forma de flores
Para que não sintas as dores
Do meu coração.
Mas que lembre-se de mim,
Na nossa música, mais bela intonação.

Que a chuva te leve minhas lágrimas
Para notares que nada foi em vão
Mas lembre-se que estará sempre em minhas memórias
Meu coração...

Daniel Martins

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sorria (Charles Chaplin)

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Foi bem melhor te esquecer


Tudo que passamos juntos,
Todos os momentos
Calientes noites ao seu lado
Você nunca deu valor.

Foram falsas juras:
Amor eterno,
Paixão inacabável,
Frases delirantes
em temas, seus poemas.

Agora,
Suas palavras para mim,
São apenas versos apagados
com uma borracha suja.

Te esquecer, não foi difícil,
Não foi fácil...
Foi a dor ardente
que uma flor sente
ao arrancar de uma pétala.

O melhor foi te esquecer...
Cansei de esperar
Viva sua vida, ou por ela morra...
Pois agora morrerei aos lábios
De meu verdadeiro amor.

Daniel Martins

domingo, 25 de setembro de 2011

Amor, nosso eterno desejo...

*Quadro de Frank Dicksee - Romeo and Juliet
Não são nos versos
que à ti declamo.
É na essência inevitável
do amor que nos mesmos
se descrevem.


Não é na sinceridade
do teu olhar.
É na prematura paixão,
do futuro amor,
por ele à enxergar.


Não é na tua pele
que com meu beijo se arrepia.
É em um veludo que me desvaio e me entrego.
É com teus olhos verdes que sonho e viajo...
e nosso futuro vejo.


Não é em nosso beijo
que nasce o arrepio...
É na paixão a tempos escondida,
na distância de um medo.


Não são nos meus versos,
No teu olhar,
Na tua pele,
Nem em nossas frases...
Que encontramos o amor.


É em tua boca,
Na sinceridade de um sentimento,
No teu beijo,
Que nasce o amor eterno...
Nosso eterno desejo.


Daniel Martins


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Depressão e seus males...


A depressão é uma palavra utilizada para descrever nossos sentimentos. É normal estarmos "para baixo" de vez em quando ou de alto bom humor, são apenas sentimentos normais. Já a depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bem mais diferente e merece tratamento como qualquer outra doença.
Em algumas vezes, até os melhores amigos, tentam ajudar, quando deprimidos, incentivando e até mesmo cobrando-nos à reajir, distrair-se, nos divertir, para que passe essa tal depressão. Mas sem que saibam, podem estar sendo incompreensiveis e talvez egoístas, piorando ainda mais a situação. Quando notamos que uma pessoa está com os sintomas da depressão, que ela não está só triste, devemos ouví-la, tentar entende-la, aconselha-la ou até mesmo procurar um profissional para seu próprio bem.
A depressão está afetando à muitos, das mais variadas faixas de idade. Não é em vão que é considerada o "mal do século".
Nos jovens ela se manifesta devido a vários motivos como por exemplo: a educação familiar, onde o filho cresce com a falsa sensação de que pode tudo, por ter sido uma criança sem limites ou mesmo com limites não bem definidos, com seus desejos quase sempre satisfeitos e que não aprendeu em casa a lidar com o "não". Quando ele toma contato com o mundo, percebe que o mundo é repleto de limites e de "não" e tem muita dificuldade em lidar com isso, o que pode gerar a depressão.
Alguns sintomas comuns da depressão: O estado depressivo faz com que ele se torne irritadiço, desanimado, com muito sono, dormindo muito, querendo ficar mais tempo sozinho do que com outras pessoas, isolando-se do convívio social. Outros indicativos: quando se tranca no seu quarto praticamente o tempo todo e fica sem fazer nada por muito tempo, não cumpre mais com suas obrigações ou mesmo não tem mais prazer e alegria de fazer aquilo que gostava muito antes, sem colocar outros interesses no lugar.
Há momentos de tristeza, por motivos caracteristicos da adolescência, como brigar com a namorada, pressão dos pais, dos professores, quando algo dá errado. Mas isso tudo é normal, é questão de dias e logo passa. Agora, se tal tristeza for além do normal, passar-se dias e dias e não voltar ao normal, é certo que o jovem está em depressão, devendo então procurar ajuda.
Outro fator que não ajuda também, é o caso dos pais quererem resolver este problema, até porque, os adolescentes querem um pouco de distância dos pais, para iniciar sua fase adulta.
Depressão é uma doença psicopatológica, como enfermidade, mas como conceito, depressão é viver as dores do dia a dia...

Pelo lado da psiquiatria, todos têm um pouco da doença da depressão, em alguns ela se manifesta se tornando uma enfermidade psicossomática, em outros ela pode nunca se manifestar.

A depressão, leva a pessoa a usar drogas, alcool, a se automultilar, leva ao isolamento, pessimismo, dificuldade de tomar decisões, dificuldade para começar a fazer suas tarefas, chorar à-toa, sentimentos de culpa injustificáveis, boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer e leva também muitas vezes ao suicídio.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Trágico


Trágico o mundo
De saudade e partidas.
A bela flor de encantos
Morta no lúbrico aroma
Ao empalidecer da tarde
No campo santo.

Trágico encontros,
Despedidas de anos eternos,
De entardeceres sob a melancolia crepuscular
De meus versos à ti expressar.

Trágico!
Oh mundo de amores e flores...
De tragicidades e dores...
Sobre as lágrimas,
Soluços e saudades
De um tempo de vida e alegria,
Neste drama triste a me decair,
Demonstro o trágico amor
acabado nas cinzas da noite
e relembrado pela trágica saudade.

Daniel Martins

domingo, 4 de setembro de 2011

Palavras à Falsidade...

Bom, novamente estou aqui agora.
Totalmente revoltado
com a falsidade de quem eu menos esperava.

Estou nem um pouco afim
de aplicar alguma merda de rima
ou quaisquer concordância gramatical.

Porque na verdade estou escrevendo
esta expécie de indireta poética,
Por circunstância de deveras
raiva que sinto neste momento.

Então deixo a concluir,
meus mais pesares sentimentos
e uma expressão com todo amor e carinho
a tais pessoas de tamanha falsidade:
"Um belo vai à merda".

Meus mais pesares sentimentos?
Sim!
Pois receber um "belo vai à merda"
de um poeta, mereçe muito pesar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Hector Berlioz (1803 - 1869)


Louis Hector Berlioz, foi um grande compositor do Romantismo Francês.
Nascido na cidade Côte-Saint-André, situada no estado da França, no dia 11 de dezembro de 1803.
Berlioz, obedecendo a vontade do pai, foi para Paris, estudar medicina, como teria feito seu pai. Mas como seu destino era a música, insatisfeitamente jogou ao léu a escola de medicina e contrariando seu pai, o grande e descidido Hector Berlioz entrou para o conservatorio de Paris, para estudar composição.
O jovem compositor indentificou-se desde cedo com o movimento romântico francês.
Como Berlioz era o cara, fez amizade com vários escritores "nerds", entre eles: Alexandre Dumas, Victor Hugo e Honoré de Balzac.
Agora entrando em assunto de sua grande obra... a "Sinfonia Fantástica", na qual estarei falando mais aprofundadamente em outro post. Devido a uma ratiada da atriz Henrietta Constance Smithson que não quis ele, na riqueza e muito menos na pobreza, foi tal proeza (muito comum entre os poetas e compositores) que o inspirou a fazer esta belíssima obra, composta por cinco movimentos de pura paixão e ilusão pela aquela desalmada (que se achava só porque era atriz e interpretou algumas obras de Shakespeare, isso dai até a pré-escola faz).
Bom, mas agora falando um pouco das influências do nosso grande compositor marco do Romantismo Francês. Berlioz era um amante da literatura, tal que suas melhores composições, foram influenciadas por famosas obras literárias, são elas:
- Danação de Fausto - baseou-se na obra de Goethe, "Fausto".
- Haroldo na Itália - baseou-se no "Childe Arold", obra do grande Lord Byron.
- Benvenuto Cellini - baseou-se na autobiografia de Cellini.
- Romeo et Juliette - baseou-se na obra de mesmo nome, de Shakespeare.
- Les Troyens - baseou-se na obra Eneida, de Virgílio.
- Béatrice et Bénédict - Berlioz preparou um libretto vagamente baseado na peça de Shakespeare, Much ado About Nothing.
Além de influenciado por obras literárias, Berlioz também admirava a obra de Beethoven (à época, desconhecido na França). A apresentação da Sinfonia Eroica em Paris causou profundas influências na obra de Berlioz. Além de Beethoven, o compositor também admirava Gluck, Weber e Spontini.

Hector Berlioz faleceu em 8 de março de 1869 e está sepultado Cemitério de Montmastre, com suas duas esposas, Harriet Smithson (falecida em 1854) e Marie Recio (falecida em 1862).

Então fica ai, um pouco da vida do nosso grande mestre, compositor e regente:
HECTOR BERLIOZ.


Fonte: Wikipédia


domingo, 28 de agosto de 2011

Sofrer

(obs.: Arte de Samuel John Morrell)


Viveste nosso amor.

Dos lábios insanos.

Nosso beijos ao dano.

Os mesmo se partiram em dor.



A vontade do teu cheiro;

Nosso amor escondido;

Choro as madrugadas em receio,

Esse desejo proibido.



Tu, meu amor,

Por ti meu coração e suspiros morrem,

Minhas lágrimas a se derramar, sofrem.

E minha vida se fez em dor,

Por ti meu amor.



Tu, minha vida e inspiração...

Em prantos se faz meu coração,

Em lágrimas, à ti escrever.

O amargo da vida viver...

E nunca, jamais, te esquecer...


Daniel Martins






quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Solidão, e nada mais...


Estou aqui, digamos em termos coloquiais: “empurrando a rotina com a barriga”. Minha vida, devo afirmar, que, é aquela que sempre está tudo bem, eu sempre com sorriso no rosto, resolvendo os problemas meus e dos outros, tudo na paz. Tudo isso na visão exterior dos outros, claro. Algum tempo atrás até posso dizer, que gostava da minha rotina; quem não gosta de ver quem amamos todos os dias? Poder estar junto, ajudando, aconselhando. No geral logicamente todos.

Mas chega um tempo, que tudo isso vai se desgastando, a rotina, a convivência diária (embora sejamos obrigados a nos adaptar a esta), as mesmas coisas todo santo dia. É como usar o mesmo par de calçado todos os dias do ano consecutivamente, então chega um instante em que não sentimos mais prazer em calçá-lo e usá-lo, a vontade extrema é de trocá-lo sem dó. Assim, metaforicamente, posso definir a situação repugnante em que me encontro, a vontade de mudar, mudar de cidade, pais, mundo. Sair da rotina, sumir.

Agradeço à Deus por ele estar sempre comigo, me dando forças para “sobreviver”, apesar de tudo, a vida na Terra é conotativamente uma “guerra”.

À noite no meu quarto, é onde eu descanso, reflito, choro (sou um ser humano), me recarrego psicologicamente, escrevo (ou seja, desabafo), escuto minha músicas, enfim, vivo a minha vida. É nele, que eu mantenho o contato com a solidão, na qual eu alivio a rotina propriamente dita.

Mas enfim, em deduções obvias, é exatamente disto que estou precisando, solidão. Não é que eu queira viver eternamente sozinho, igual um ser depressivo, é que preciso, um direito meu como qualquer outro, ficar sozinho, no meu mundo. Apenas isto, solidão, e nada mais.

Daniel Martins

domingo, 14 de agosto de 2011

Desabafo às letras



Sentado em lugar rotineiro,
Em que a demandas do vento
Outrora teus beijos me viestes dar.

Como pensamento,
Nada mais do que
Você.
A paixão morta em ti,
Vive intensa
E inesquecível em mim.
Sei que vais voltar,
Pois um sentimento verdadeiro
Não existe só.

Se me engano?
Me iludo?
Dane-se, a dor é minha!

Não há mais nada
Que eu possa fazer.
Estou apenas,
Eu aqui,
Um mero poeta,
Às letras desabafando,
E tu vendo se ir...

Daniel Martins

sábado, 6 de agosto de 2011

Esquecer-te, ao léu...




Em uma vez que tento te esqueçer,
É o mal
Que mil vezes me faz te querer.

Te esqueçer,
É tão dificil,
Como o primeiro amor não viver.

Assim como o Sol
Jamais encontra a Lua,
Nossa história
Jamais sairá daquela rua.

Assim como a Lua
Ama o mar,
Teu nome em meus lábios
Pra sempre suspirar.

Olhe aquela estrela
Que mais brilha no céu,
Lembrarás sempre de meu amor
Que tu jogastes ao léu!




Daniel Martins

"Ainda ei de te achar...

E isto te falar:
Poderias por obséquio
conserde-me teu eterno amor?
Para que no
passear das madrugadas,
possas te amar,
E em teus lábios, eternamente,
tal olvidado
beijo relembrar?"

Daniel Martins

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Destino Morto



Meses passaram-se;

Lembro de meu último amor,

No qual senti tanto afago, sinceridade

E tão profunda paixão,

Como neste “amor” acabado

Deveras senti.


Tu foste minha paixão mais ardente;

Minha insônia mais insana;

Minha nostalgia mais dolorida.

Foram teus os meus beijos,

Minha vida.


Perdoe-me por não fazer-te feliz,

Meu impossível foi dado a ti,

Pela tua felicidade, teu amor.

Perdoe-me por não tirar de teu coração

O vazio implantado pelo “destino”,

E assombrado pela dor.


Sigamos nós caminhos separados,

Para que no nosso julgo

Não sejas obrigada a fingir.

Parta agora, vá a teu destino descobrir

Alguém que realmente te faça feliz.

Daniel Martins.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Mistério do Teu Olhar


Teu olhar,

Tão profundo e misterioso;

Tão meigo,

Arrepiante e receoso.


O que escondes tu,

Por trás de tal misteriosidade encantadora?

O amor, que a certo darás?

A dor, que o medo não desvendas?

(...)


Encanta-me teu mistério ao olhar.

Doce e singelo mistério,

A nenhum outro revelado.

De tanto imaginar, já nem sei...


Princesa:

- O mistério do teu olhar,

Ainda desvendarei!


Daniel Martins

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sombra do Sepulcro




À sombra do sepulcro

Consolo uma lastimada vida;

Reflito a incompreensividade vital.

A arte da sepultura,

Ao entoar da marcha fúnebre,

O alivio de meu peito, a escrever:

“Foi ela, amou e sonhou na vida.”


Neste lúgubre jazigo descansa

A mais bela amada por mim.

Olho o cinza embaçado,

Do céu nublado a recordar...

Tua pálida pele;

Teu cheiro;

Tua vida eterna em mim;

Te amor imortalizado

No fervor de teus lábios inapagáveis

Aos meus.

À sombra do sepulcro, descanso a escrever:

“Aqui jaz o verdadeiro amor.”


Daniel Martins

terça-feira, 12 de julho de 2011

Apenas Você


Apenas Você


Meu olhar fixou-se a ti

Desde a primeira vez que tocaste minha vida

E com meu próprio erro

Corações parti.


Minha vida se fez perfeita

Ao te beijar.

Te ver e não te abraçar,

É como na dor não chorar;

Te ver e não te ter,

É como nos espinhos do sofrimento

Morrer.


Podes em minhas palavras

Não acreditar;

E do meu amor duvidar.

Mas saibas que o meu verdadeiro amor

Dou a ti.

Dos meus lábios não quero ver

Os teus partir.

Neste momento pelo teu amor,

Estou a me desesperar;

És a única, bela e perfeita.

Meu coração sabe apenas a ti...

...AMAR...


Daniel Martins

sábado, 2 de julho de 2011

Nada sei



Nada sei

Estou aqui;

Estou lá.

Minha mente já não sabe o que pensar,

Tentando achar o rumo.

Onde tudo foi parar?

Pseudo-amigos, pseudo-amor...

Tudo se foi...

Onde posso te achar?

São tantos pensamentos, tantas idéias;

Tudo confuso;

Ou ela, ou ela.

Penso no futuro, penso no tudo.

Tudo?

Tudo mentira, apenas sonhei.

Realidade - apenas um teatro, como imaginei.

Faz sentido:

“Só sei que nada sei.”